Retrato Falado

  • POR JACQUES DE BEAUVOIR

    A imagem institucional está vinculada à credibilidade

    Entrevista com Maria Medeiros
    • Bonita, elegante e extremamente inteligente, Maria Medeiros (clicada por Davi Limma) é a entrevistada da vez da coluna RETRATO FALADO Dona de currículo vastíssimo, Maria é Mestre em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Javeriana de Bogotá (Colômbia) e Administradora de Empresas pela PUC-Rio, além de ampla experiência nas áreas internacional, cultural e de relações públicas e interinstitucionais. Consultora e coordenadora de workshops e palestras sobre etiqueta organizacional e social, cerimonial e protocolo, ela destaca os realizados para o Grupo A TARDE de Comunicação, em Salvador. Maria Medeiros que residiu na Itália, Estados Unidos, Alemanha, Peru e Colômbia, atualmente integra o staff da empresa Etiqueta Organizacional.

    • Jacques de Beauvoir
      Como se constrói uma boa imagem institucional?

      Maria Medeiros:

      Assim como acontece com a imagem pessoal, a imagem institucional está intrinsicamente vinculada à credibilidade. A credibilidade, como todo patrimônio, requer tempo para ser construída e fortalecida. Sabemos, igualmente, que um pequeno deslize pode vir a afetar, de modo irreversível, a confiança que temos em uma pessoa ou instituição.

       

      Poderíamos citar vários fatores que podem contribuir positivamente para a construção da imagem institucional: atenção e respeito para com seus clientes internos e externos; qualidade dos produtos e serviços; responsabilidade socioambiental; comunicação estratégica; transparência; entre outros. No entanto, em minha percepção, todos eles se traduzem em comportamento, ou seja, no modo em que a organização age, atua, efetivamente.

       

      As informações circulam com uma velocidade espantosa, “dissolvendo” fronteiras geográficas e suscitando a participação crítica de pessoas, organizações, Governos e demais atores sociais. Por essa razão, construir uma imagem corporativa positiva vai além da criação de um discurso atraente ou do investimento massivo em publicidade para defendê-lo ou divulgá-lo. São as ações práticas que devem legitimar o discurso corporativo e fortalecer a credibilidade da organização.

    • Jacques de Beauvoir
      Qual a diferença entre etiqueta empresarial e a organizacional. Pode-se dizer que Salvador segue à risca tais modelos, tão presentes nas grandes cidades?

      Maria Medeiros:

      Etiqueta corporativa, empresarial, profissional e organizacional são termos considerados como sinônimos. Adotamos, porém, o termo organizacional, por considerarmos mais amplo. Empresas, instituições, sejam públicas ou privadas, nada mais são que organizações.

      Etiqueta organizacional não se trata de um modelo a ser seguido, mas sim de um tema transversal a toda e qualquer corporação e que requer muita atenção por parte dos gestores.

      Por esta razão, nós decidimos unir distintas competências profissionais para abordar o tema. Somos especialistas com sólida formação acadêmica e ampla experiência profissional em áreas como Administração de Empresas, Relações Internacionais, Relações Públicas, Publicidade e Marketing, Coaching, Estilo e Maquilagem, o que nos credencia a prestar com competência serviços de consultoria e capacitação nessa área. A bagagem internacional, associada à nacional e à local de cada um dos consultores, confere um diferencial ao nosso serviço, garantindo bons resultados aos clientes. A essência de nossa consultoria é atender as   necessidades dos nossos cliente, cuidando de cada um conforme a sua realidade. Seja uma empresa grande ou um pequeno negócio, todos eles precisam zelar pela imagem.

       

    • Jacques de Beauvoir
      Como é trabalhar para conseguir tal imagem? Você tem tido uma boa resposta do baiano, tão afeito a informalidades?

      Maria Medeiros:

      Como comentei, são vários os fatores que devem ser considerados na construção da imagem organizacional. A gestão da imagem é uma responsabilidade da direção da organização enquanto lideres e formadores de opinião, porém é uma ação compartilhada com todas as pessoas envolvidas no processo de atuação desta organização.

      Qualquer atividade da organização que tenha um ponto de contato com o público vai deixar uma impressão, causar um efeito e gerar uma percepção positiva ou negativa. Portanto, o comportamento ou a postura dos dirigentes, funcionários e colaboradores, dentro e fora da empresa, afetam significativamente a imagem corporativa. Não dá para dissociar a imagem da organização da imagem que é transmitida pelos que a representam, em menor ou maior grau.

      O nosso trabalho reside, entre outros aspectos, em desenvolver, no corpo funcional e diretivo, habilidades de relacionamento com clientes (internos e externos) de distintos níveis hierárquicos e sociais, bem como de outras culturas, com vistas à melhoria do atendimento e da produtividade da empresa, fortalecendo a cada atitude a imagem corporativa.

      O mercado baiano, em razão do alto grau de informalidade que rege as relações no ambiente profissional e fora dele, apresenta grande interesse na proposta de investir na área de etiqueta corporativa. A informalidade no discurso oral e escrito, no vestuário, nas relações interpessoais é um traço forte de nossa cultura e cada região imprime a sua identidade nestas relações. Na dosagem certa, o agir informalmente pode até promover a aproximação entre a organização e seus clientes, facilitando as negociações ou gerando oportunidades. Em excesso, no entanto, ela pode causar constrangimentos e mal entendidos, implicando perda de oportunidades e negócios. Há que ser muito hábil profissional e socialmente aqui, na Bahia, para não pecar pela carência ou pelo excesso de informalidade. Qualquer descuido pode gerar uma imagem negativa, o que pode ter um custo alto para revertê-la. Neste sentido, acreditamos que a capacitação é um processo de sensibilização e conscientização para a importância do papel de cada profissional na construção da imagem corporativa e na sua sustentabilidade. O trabalho da equipe de consultores da Etiqueta Organizacional colabora com esta missão, buscando diagnosticar as fragilidades das instituições e preencher esta lacuna com workshops e consultoria voltados às reais necessidades do cliente, customizando soluções e oferecendo atendimento contínuo. Inclusive para gestão de crise de imagem.

    • Jacques de Beauvoir
      O que é primordial para o crescimento profissional em uma empresa de grande porte onde a concorrência é desenfreada?

      Maria Medeiros:

      Sem dúvidas, em um processo seletivo, as competências técnicas de um profissional abrem portas para as oportunidades de trabalho, mas não se pode perder de vista que cada vez mais os aspectos comportamentais são considerados e muito valorizados pelos recrutadores.

      Várias pesquisas, realizadas nacional e internacionalmente, convergem no parecer de que o comportamento de um profissional, observado dentro e fora da organização, é fundamental para seu crescimento.

      Recentemente, conversando com o CEO de uma multinacional que atua no segmento de seguros de saúde, ele ressaltou que ao decidir pela contratação de um profissional, setenta por cento da decisão é embasada no comportamento do profissional e trinta por cento na sua capacidade técnica.

      Numa pesquisa realizada pela Robert Half, empresa multinacional especializada em recrutamento, foram listadas as cinco principais causas de demissão no Brasil: falta de aderência à cultura da organização; relacionamento ruim com a equipe; atrasos e faltas; baixo desempenho, e baixa empatia com o superior.

      Nota-se que todas as causas estão relacionadas ao comportamento e seriam facilmente sanadas se, tanto profissionais como organizações, dedicassem maior atenção à gestão das variáveis de comportamento.

       

    • Jacques de Beauvoir
      E a relação empregado/empregador/cliente neste mundo onde a globalização praticamente já invadiu segmentos vários da sociedade?

      Maria Medeiros:

      Em uma perspectiva mais generosa, a globalização possibilita ampliação de negócios e parcerias, abrindo novos mercados aos profissionais. Por outro lado, ela exige desses profissionais competências técnicas específicas como o domínio de outros idiomas e conhecimento aprofundado do mercado internacional. Igualmente, demanda reforço nas habilidades comportamentais, tais como: inteligência emocional e interpessoal e flexibilidade na adaptação a novos ambientes e culturas.

      Considerando essa nova realidade, a nossa equipe oferece cursos específicos para capacitar profissionais que atuam em empresas internacionais que operam no Brasil ou em organizações brasileiras que atuam em outros países.

       

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